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6 de setembro de 2009

Dar Esmolas - Ajuda ou Incentivo à Acomodação? O que Você Acha?

Tenho observado que esta é uma questão controversa. Alguns acreditam que isso incentiva as pessoas a se acomodarem. Eu não faço parte dos que acreditam nisso. Num país onde as oportunidades não são iguais para todos, tem muita gente pelas ruas que gostaria de ter uma vida digna, se soubesse como fazer isso. Pede esmolas, por total falta de opção, diante dos nossos olhos indiferentes.

Embora ache importantíssimo o trabalho voluntário, onde pessoas abnegadas se dedicam a tentar diminuir o sofrimento do próximo, ainda não consegui aderir a ele, apesar de ter muita vontade de fazer isso.

Mas enquanto não participo de nenhum movimento deste tipo, tento ao menos, ser uma voluntária na vida. Segue o comentário que fiz sobre o tema:

"Oi William, segue a minha humilde opinião. Vou te confessar uma coisa.
Sempre que posso dou esmolas. Não posso contemplar serenamente o sofrimento do meu semelhante. Simplesmente não posso ver uma mão estendida. Se tiver pão, então dou pão.

A fome para mim é imediata. Não pode esperar. E mais que isso, procuro dar atenção. Saber da história da pessoa, o que a levou a esta situação. E ouví-la, com atenção, carinho e respeito.

Dá para imaginar a solidão e o isolamento de uma pessoa em estado de miséria? Sem cidadania? Sem esperança? E as crianças e os velhinhos então?

Não posso deixar de enxergar neles, meu pai, minha mãe, um filho querido. Afinal, ninguém está livre de passar por uma situação difícil. O que faço é pouco. É nada. Mas não consigo evitar de fazer e nem quero.

Não acredito que isso leve as pessoas à acomodação. Seria verdade, se vivêssemos em um país onde as oportunidades fossem iguais para todos. Mas não é o caso. A grande maioria das pessoas não quer ser mendigo. Acene com uma vida digna, e virão correndo.

Não tenho dúvida disso. Por isso acho importante além da esmola e o pão para aplacar a necessidade mais imediata, o engajamento de todos nesta questão. O voluntariado me parece uma coisa ótima.

Qualquer ação social dos governos, visando estruturar as pessoas para o mercado de trabalho, acho uma maravilha. Educação?

O verdadeiro caminho. Sem ensinar a pescar, tudo o mais é paliativo. Mas primeiro ofereçamos o peixe. De barriga vazia, com desnutrição e fraqueza, a pessoa derruba a vara de pescar e não vai conseguir nem aprender como se pesca... Abs Denize"

Post a que se refere o comentário: Gestos que valem mais que esmolas

Blog: metendobico.blogspot.com
Autor: William Jr. 

31 comentários:

  1. Dar esmolas. Caso polêmico pois muitas das vezes fazem disto meio de "trabalho" e não de necessidade, convivo em comunidades carentes e observo muito o comodismo da parte dos menos privilegiados, discutível este assunto.
    A paz

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  2. Amiga Denize, na nossa vida devemos dar carinho e amor para aquelas pessoas especiais, tais como você que é a pessoa muito especial, tenha uma ótima semana.
    abraços forte

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  3. É pôlemico mesmo, Pastor. Sei que você tem razão. O ser-humano parece que, em alguns casos, tem esta capacidade de se acomodar a uma situação ruim. Mas como não sei, assim de pronto, quem é acomodado ou quem é realmente necessitado, prefiro tentar ajudar. Vá que seja um pai de família, momentaneamente desempregado que só quer comprar um leite para os filhos... Obrigada pela opinião. Abs Denize

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  4. Obrigada pela visita e pela gentileza, Principe. Volte Sempre! Abs Denize

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  5. Esse é um assunto polêmico. Na minha cidade tem uma campanha da prefeitura que espalhou placas nas principais vias de entrada da cidade com os seguintes dizeres: "Esmola não dá futuro". É claro que foi feito um trabalho na media para que esses pedintes sejam sejam encaminhados para os órgãos assistenciais do município.
    Creio que seria uma solução muito boa se as pessoas participassem de verdade ligando para os órgãos toda vez que vissem algum pedinte, aliás, com essa campanha diminuiu muito os pedintes das esquinas que, convenhamos, a maioria abusa de nossa boa fé.

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  6. Denize!
    Casualmente já preparei um post que tem haver com o teu, mas que só vai "ao ar" (rrsrs! Essa é boa...) daqui há alguns dias. Conta minha experiência com uma menina de rua. Depois vou indicar para todos lerem, mas queria te dizer que eu não dou esmolas em dinheiro. Me dói o coração fazer isso, mas faço, porque já vivi cada história que nem te conto. Aqui em Porto Alegre tem um mendigo perto da casa de minha mãe que chega para o "trabalho" de táxi. Todos os dias! E ninguém me contou, eu vi várias vezes. Eu vou deixar de táxi para o mendigo andar? Exceção? Não sei...Talvez, mas certamente não é exceção a exploração de menores, por exemplo. Aquele que está ali, pedindo por necessidade mesmo, acaba pagando o pato. Eu tenho medo do assalto, da violência, infelizmente...Mas a minha pequena história com Jenifer, aquela contarei no blog, é interessante também. Depois te aviso.
    Bjs da amiga prolixa, analítica, faladeira!

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  7. Denize,

    Eu de uma maneira geral, não dou esmolas. Penso que isso incentiva as autoridades a nada fazer pelos mais desfavorecidos. Há sempre quem remedeie, percebes? São aquelas pessoas a quem nós damos um voto de confiança, durante quatro anos, para fazerem coisas úteis pelo país, que devem ter essas situações de pobreza extrema em consideração. Depois há sempre a sensação que estou a contribuir para algo que repudio: drogas, álcool, inércia.

    Dou, sempre que me pedem, algo para comer. O que é raro, de uma maneira geral pedem dinheiro. Já me aconteceu, eu ter perguntado se quer uma sandes e responderem-me que não.

    Este é um tema muito polémico, até para a nossa própria consciência.

    Beijos
    Luísa

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  8. Dar ou não dar esmolas, esse foi o tema de um trabalho de produção de texto da faculdade.Fiquei em dúvida do que escrever, mas acho que dar esmolas a um sujeito são,conforme diz nosso saudoso Luís Gonzaga"ou mata de vergonha ou vicia o cidadão". Tomara que eu esteja certa!!
    Bjus

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  9. Querida Denize,
    As suas motivações são dignas e nobres, o que só me leva a ter mais respeito e afetuosidade pelo grande ser humano que é.
    Mas, infelizmente, amiga, as pessoas que estão com as mãos estendidas para receberem o seu dinheiro, não são, muitas delas, tão nobres assim de sentimentos...
    Olha, daria um post alguns depoimentos meus, portanto, resumirei apenas um relato que aconteceu com mamãe.
    Ela deixou um dinheirinho até bom no chapéu de um deficiente visual, que parecia faminto.
    Puro teatro, amiga!
    Descobrimos uma semana depois que se tratava de um farsante e que possuía DOIS imóveis alugados em área nobre da minha cidade!
    Agora eu só ajudo a instituições cujos necessitados estejam cadastrados (é costume os templos religiosos cadastrarem as famílias que precisam de cesta básica, após sindicância).
    As pessoas que passam fome procuram as instituições; os farsantes ficam entrando em ônibus e/ou ficam em ruas pedindo.
    Não é todo mundo, é verdade, mas são muitos os calhordas que usam o nosso dinheiro para beber, cheirar, e rir da nossa cara depois!
    Beijos, linda, e adorei essa reflexão!
    Mary :-)

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  10. Denize querida.... esmola, assunto porlêmico que possui 2 lados... o verdadeiro e o falso!
    Explico.... o verdadeiro: aqueles que realmente não encontram outra forma e precisam ir para as ruas pedir....
    O falso: aqueles que se aproveitam do bom coração do ser humano e mentem para pedir nas ruas...
    Como saber quem é quem na hora que uma mão chega estendida na sua janela?
    Por mais que ajudemos várias instituições, pessoas que estão com a mão estendida nas ruas e fazem parte da primeira epção muitas vezes não estão inclusa nestas entidades.....
    Eu particularmente faço serviço voluntário, mas também sempre ajudo quando posso estas pessoas que me estedem a mão nas ruas!
    Beijo no coração

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  11. Olha, o que tem de apelo na rádio pedindo p não darem! Aí contam umas histórias p desestimularem as doações. Q tem malandro pegando criança emprestada, enche 1 perua e vai pro centro da cidade e solta em cada esquina, cd semáforo. No final do dia recolhes as crianças e a grana, mas nessa podem chover umas bordoadas nos pequenos q n satisfizerem os padrões do malandro. Mas então se eu não der os trocados a criança apanha? Como q vou saber q o coitado q pede na porta do supermercado n tem família esperando um pedaço de arroz, um ovo, um nadinha de feijão e quem sabe até 1 pedaço de carne? Quanto cachorro ganha isso diariamente, (sem querer desmerecer os pobres animais que tão protegidos eram por São Francisco)? Os olhos vêem e o coração sente.

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  12. 03 experiencias:
    1) Um rapazinho bateu na casa de meu tio pedindo esmola. Meu tio disse: eu tenho um aparador de grama eletrico, facil de usar. Eu lhe dou muito mais do que vc está pedindo se cortar a minha grama. O rapaz disse que preferia a esmola e saiu de mãos vazias.
    2) No Centro do Rio, estava com minha mãe. Um homem pediu dinheiro a ela "é para eu comer". A minha mãe tinha acabado de receber um misto quente e ofereceu metade a ele. Deu na mão dele. Olhou com nojo, jogou no lixo e foi-se embora. A minha mãe tao decepcionada, parou de comer (era o almoço dela!)
    3) Eu tinha uns 25 anos, trabalhava no Centro do Rio. Vi uma mulher completamente nua, resolvi comprar roupas para ela. O fiz. Ela agradeceu mas jogou no meio da avenida lotada de carros de tudo que tipo e velocidade. Um homem me consolou, disse que passou pela mesma situação.

    Ou seja.... hoje, se ajudo, é somente para idosos, com cabelinhos brancos, em fim de carreira de vida. Hoje em dia tem postos de trabalhos até para deficientes, os velhos que não podem mais.

    Bjs

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  13. Sou muito seletivo quanto a isso, dificilmente dou esmolas.
    Abraços forte

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  14. Oi minha querida Denize!
    Esse assunto é muito polêmico. Sempre teremos os que defendem e os que são contra! A princípio sou contra, porque já testemunhei muitas pessoas tirando proveito disso. Soube, inclusive de "esquemas" onde pessoas desonestas utilizam do "trabalho" de pobres coitados, prometendo-lhes um prato de comida para que sensibilizem pessoas de boa fé,nos faróis, filas, pontos de ônibus...enfim, qualquer lugar para arrecadar dinheiro. Claro que há alguns casos que percebemos sinceridade e detectamos o desespero nos olhos da pessoa. Normalmente, quando dou algo, não é dinheiro. Se tiver bala, doce, comida, pão...eu dou. Caso contrário não! Já dei dinheiro à uma criança e a vi, em seguida, dando para o pai que estava visivelmente alcoolizado! É triste, é lamentável minha amiga, mas, infelizmente não existe mais confiança nas relações, quem dirá onde não conhecemos!
    Grande beijo,
    Jackie

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  15. Dar esmolas é escravizar o pedinte.
    Fazer caridade não é sustentar aquele que não tem condições. Fazer caridade é proporcionar condições para que aquele que necessite tenha condições de conseguir o próprio sustento. Isso é digno. Isso alimenta a alma.

    Parabéns pela postagem. O assunto é controverso e a discussão gerada, muito sadia.

    Daniel
    www.ideiascorporativas.wordpress.com

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  16. Amiga Denize, faço minhas as suas palavras. Também dou esmola, pois já acho que a pessoa que pede sente-se muito humilhada por ter que fazer isso, pois se ela tivesse trabalho, casa, comida, escola, na certa não precisaria sair pedindo, e se pede, é porque tem necessidade. Ajudar o próximo é um dever de todos, e não devemos dar qualquer tipo de esmola, pensando naquilo que a pessoa irá fazer com o dinheiro, pois se assim pensarmos, o nosso gesto de caridade perderá o seu real valor. Abraços. Roniel.

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  17. Oi Darcy, campanhas que visam acabar com as esmolas retirando as pessoas darua para dar assistência me parecem maravilhosas. Que bom se todas as cidades tivessem projetos assim.

    Mas discordo de você que a maioria das pessoas que pedem nas ruas são "exploradores". Talvez seja verdade na cidade onde você mora, mas noss lugares em que já morei a maioria é de necessitados mesmo.

    Sua idéia de avisar os órgãos assistenciais achei muito interessante.

    Abs

    Denize

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  18. Oi Claudinha, eu li a tua postagem e me emocionei muito. Também prefiro dar alimento a oferecer dinheiro, mas nem sempre consigo. Então faço o que posso.

    A questão de exploração de menores é complicada. Já ouvi contar casos de crianças que não conseguem muitas esmolas e acabam sendo castigadas. E se for verdade e as moedinhas puderem livrá-las de castigos, não me arrependo de dá-las, já que não posso protegê-las, infelizmente. E são tantas, basta olhar para os lados. Mas essa é a minha opinião, respeito a sua.

    Bjs

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  19. Oi Luísa, realmente este tema rende... Não sei como funcionam as coisas aí em Portugal, mas aqui a quantidade de necessitados é imensa, a questão social é grave e pede reformas estruturais que demandam tempo. Enquanto isso a fome paira.

    Realmente quem não aceita alimento e exige dinheiro, não está com fome, mas aqui vejo muita gente que quer comida mesmo, nem fala em moedas. Sem falar dos que pegam restos diretamente do lixo! É muito triste! Bjs

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  20. Oi Ângela! Você tem toda razão. Essas pessoas precisam de dignidade e cidadania, não de esmolas.

    Mas a fome é imediata e a desnutrição pode levar à morte. O que fazer então? Ficarmos impassíveis com tantos irmãos vivendo na miséria absoluta sem fazer um único gesto?

    Talvez alguns consigam, mas eu simplesmente não posso ver essas coisas...

    Bjs

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  21. Oi Mary, que bom que você resolveu comentar aqui. Suas opiniões são sempre tão oportunas e coerentes... Mas amiga, faço tão pouco nesta questão...

    Reconheço que algumas pessoas agem dessa forma que você falou, infelizmente. E que talvez as esmolas até incentivem estas práticas sem sentido.

    Mas quando lembro dos rostos realmente angustiados que já vi, sejam eles de idosos, adultos ou crianças, prefiro mil vezes arriscar.

    As instituições e os voluntários fazem um lindo trabalho, mas ainda são poucos para atender a demanda enorme. Muitas pessoas que vivem no abandono, não tem nenhum acesso a informações básicas, algumas nem sabem da existência deste tipo de assistência. Outras se viram jogadas na rua pelos revezes da vida (dos quais nenhum de nós está livre) e ali jazem atordoadas...

    Já ouvi cada história de cortar o coração do mais indiferente dos homens.

    Prefiro dez pessoas rindo da minha boa-fé, a correr o risco de deixar de fazer um gesto mínimo por uma que seja realmente necessitada e contribuir para aumentar seu desespero e sua descrença definitiva na natureza humana.

    Claro, emergências tem que ser tratadas como emergências. Essas pessoas precisam de dignidade, não de esmolas... Mas enquanto isso não acontece...

    Me empolguei, desculpe, esse tema é difícil para mim...

    Bjs

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  22. Oi Valéria, como eu já disse outras vezes, ainda não consegui me engajar num trabalho voluntário e tenho total admiração por quem atua dessa forma desprendida na área social.

    Mas você disse muito bem, muitas pessoas necessitadas seguem desassistidas e em completo abandono.

    Como saber os que usam de má-fé? Apenas sigo o meu coração, mas percebo que esses não são a maioria. Então faço o que me parece melhor e entrego o resto nas mãos de Deus.

    Bjs

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  23. Oi Carla, concordo totalmente com a tua visão deste tema. Como ver tanto abandono e tanto desespero e seguir adiante como se nada tivesse visto? Sem sentir um aperto no coração? Como você disse muito bem, nego umas moedinhas e uma criança apanha?

    Olho para o meu cachorrinho aqui e penso que ele teve muito mais sorte do que muita gente por aí...

    Só peço a Deus que eu nunca me torne indiferente e que jamais perca a capacidade de me indignar com essa realidade que vejo todos os dias, para que em algum momento eu finalmente consiga fazer alguma coisa efetiva em prol dessas pessoas que precisam tanto.

    Bjs

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  24. Oi Sis, também acho que quando uma pessoa rejeita a oferta de alimento para exigir dinheiro, não está com fome, isso está claro. Mas para cada exemplo que você me deu, poderia lhe dar vários.

    Que posso dizer das vezes que vi pessoas tirando alimentos estragados do lixo e comendo na mesma hora? Você acha que quem faz isso está querendo enganar alguém?

    Coloque-se no lugar dessas pessoas. Você aceitaria viver das sobras dos outros, geralmente oferecidas com má-vontade e repugnância, se tivesse outra alternativa?

    Que sabe você da história dessa mulher, cujo convívio com a indiferença humana deve ter contribuído para a sua loucura e tornou-a capaz de jogar na rua o que você ofereceu? Quem garante que se tivéssemos a trajetória dela faríamos melhor?

    Por mais que os espertos estejam espalhados por aí, não são a maioria, basta olhar para os lados. E como já disse, prefiro correr o risco de ser enganada a me tornar indiferente aos apelos que recebo...

    Mas claro que respeito sua opinião. Desculpe a veemência, mas este assunto me toca muito, não sei porque.

    Bjs

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  25. Oi Príncipe, obrigada por retornar aqui. Mas você disse dificilmente e não "nunca", então você é sensível ao sofrimento alheio, desde que lhe pareça verdadeiro. Eu também sigo meu coração... Abs

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  26. Oi Jackie, também reconheço que existem pessoas que se aproveitam da boa-vontade alheia. E também evito dar dinheiro, sempre que possível. Mas algumas vezes não tem jeito, é só o que posso fazer. Então olho nos olhos das pessoas e tento interpretar o que eles me dizem. Então, sigo minha intuição... Bjs

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  27. Oi Daniel, a idéia de trazer este tema para discussão é essa mesma: um debate sadio, que sempre gera aprendizado.

    Mas vou discordar de você um pouquinho. Não acho que dar esmolas escraviza o pedinte. Acho que a grande maioria das pessoas jamais se escravizaria a uma situação onde tenha que viver das sobras alheias, voluntariamente.

    Mas concordo com você, esmola é emergência, nunca meio de vida.

    O ideal é dar dignidade e cidadania.

    Vou contar uma história aqui:

    Meu pai sempre dava algum alimento e dinheiro para algumas pessoas necessitadas do nosso bairro, que ele chamava carinhosamente de meus fregueses. Eu sempre soube disso.

    Mas tem uma coisa que só fiquei sabendo depois da sua morte. Ele incentivou os estudos de um dos seus fregueses. Além do alimento, deu dinheiro para a passagem de ônibus, livros, uniforme, etc.

    Minha mãe contou que nem ela sabia, só descobriu quando o menino já adolescente apareceu lá em casa para dar os pêsames. Já estava até trabalhando e disse que gostava muito dele e faria uma prece...

    Esse menino recebeu muito mais que esmolas, recebeu esperança e com certeza um futuro melhor. E sua prece, criou uma trilha de luz no caminho do meu pai após sua passagem, não tenho dúvidas disso.

    Abs

    Denize

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  28. Oi Roniel, partilho da tua opinião. E você destacou um outro ângulo desta questão. A situação humilhante de quem tem a necessidade de mendigar coisas básicas, tendo que conviver de perto com a nossa indiferença e muitas vezes voltar para casa(quando tem uma) com as mãos vazias e o coração destituído de esperanças... E quando essas pessoas tem filhos?

    Quanto aos "espertos", penso que a vida se encarrega de ensinar o que eles precisam aprender.

    Já vi que você resolveu criar seu blog, sempre achei que você devia fazer isso, você tem muito o que partilhar com as pessoas.

    Grande Abraço!

    Denize

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  29. Esse negócio de sem oportunidade é furada...
    Só falta dizer que quem é rico é rico porque teve sorte na vida.
    só se faltou a oportunidade de ter cerébro, ou de ser um pessoa mais esforçada.

    Concordo que existem pessoas que realmente pedem esmola porque necessitam... mas não são a maioria... não chega nem perto disso. é só você passar varias vezes no mesmo local todo dia para ver como o fulano ta todo dia lá!

    Conheço varios pedintes que ganham mais de 50 reais por dia pedindo dinheiro, oras tem muita gente que trabalha 8h por dia que não ganha isso!

    eu não dou esmola! E deveria ser o papel de todos não dar também!

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  30. Oi Vitor, respeito sua opinião, mas devo discordar.

    Quem realmente precisa não é a maioria? Não sei o lugar onde você mora, mas eu já vivi em várias cidades do país e o quadro se repete.

    A gente vê famílias inteiras morando na rua sobrevivendo da caridade alheia, quando ela aparece.

    São sempre as mesmas? Sem dúvida, onde mais elas iriam?

    É claro que existe quem se aproveite da credulidade das pessoas para tirar vantagem. Só que ao contrário da sua visão, a minha é que essas sim são a minoria.

    Vivemos em um país em que as oportunidades ainda são escassas. E a grande maioria não tem a força necessária para superar o enorme obstáculo que significa ter nascido à margem de uma sociedade indiferente ou mesmo ter sido jogada lá pelos revezes da vida.

    Eu mesma não posso afirmar que teria esse poder de superação se estivesse no lugar delas. Talvez você possa.

    O fato é que enquanto não construirmos uma sociedade mais justa, não tenho como ficar indiferente ao sofrimento alheio, à dor e à solidão de seres humanos que não tem atendidas suas necessidades básicas e não tentar fazer alguma coisa, por mínima que seja.

    De qualquer forma, a idéia aqui era trazer este tema que sei controverso, para um debate construtivo e tua participação acrescentou muito. Te agradeço, viu?

    Gosto de analisar visões diferentes da minha e não tenho a menor pretensão de ser a dona da verdade.

    Abs

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Desde já agradeço a atenção.